Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, no sul de Portugal, em 1946. Estudou Literatura Francesa em Lisboa e passou alguns anos a lecionar em Angola e Moçambique, durante a luta pela independência. Atualmente, vive em Lisboa. Os seus dois primeiros romances colocaram-na na vanguarda da literatura portuguesa contemporânea e, desde então, recebeu inúmeros prémios de prestígio pelo seu trabalho. Em 2013, Lídia Jorge foi homenageada como uma das «10 maiores vozes literárias» pela renomada revista francesa Magazine Littéraire e, em 2014, recebeu o Prémio Luso-Español de Arte y Cultura. Recebeu também o Prémio Vergílio Ferreira 2015 pelo conjunto da sua obra.
A Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara concedeu o renomado Prémio FIL de Línguas Românicas 2020 a Lídia Jorge «pela magnitude da sua obra, que retrata a forma como os seres humanos enfrentam os grandes acontecimentos da história». O júri destacou também a carreira literária de Jorge, «marcada pela originalidade e independência de julgamento». O prémio homenageia a obra da autora ao longo da vida e consiste em 150 000 dólares americanos. Em 2021, Lídia Jorge assumiu um cargo de professora na Universidade de Genebra, seguido pela Cátedra Lídia Jorge criada pela Universidade UMass Amherst, em Massachusetts, em 2022, e pela Cátedra Lídia Jorge na Universidade Federal de Goiás (UFG), no Brasil, em 2024. O seu romance MISERICÓRDIA recebeu seis prémios de prestígio, entre os quais o Médicis étranger 2023 e o Prémio Transfuge para o Melhor Romance Lusófono 2023. De acordo com o Instituto do Livro Português DGLAB, Lídia Jorge é a quinta autora portuguesa mais traduzida, depois de Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Gonçalo M. Tavares e Luís de Camões. Em 2025, Lídia Jorge foi nomeada Commandeure des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura francês.
Fotografia de © Alfredo Cunha








